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LEOliteratura
 


continuando o ensaio 4/7

 continuando o 4/7

Capítulo III – Avenida Pedro Ivo

 

Ainda na casa do tio Ennes. Nova menção ao drama da insônia.

A mente que foge ao controle e brinca com as ansiedades do Autor.

O fim da Primeira Guerra. Aparece a figura do “Zegão”: José Egon

Barros da Cunha. (o alter-ego do Autor nas obras “Galo-das-trevas”

 e “O Círio Perfeito”) O amor erótico: affair erótico entre Egon

e Maria. (Possivelmente caso do próprio Autor)

 

Rumo ao Nordeste, as luminosidades do Ceará. As cenas familiares

do Major, o Patriarca. O início do 4o ano letivo no Colégio Pedro II,

em 1919. A amizade inicial com Afonso Arinos, as visões do mundo

em plena construção juvenil.

 

Ali contávamos nossas experiências iniciais com a humanidade

e o próximo e confidenciávamos uns aos outros nossa impressão

de que tudo era mesmo uma boa merda e que cada filho da puta

de homem não valia a bala que devia tomar na nuca” (p. 229)

 

Política: morte de Rodrigues Alves; disputa de Rui Barbosa e

Epitácio Pessoa.

 

Mais descrições do Internato, as rotinas, repressões, erotismos,

máscaras sociais, maturação do cidadão. A opção pela medicina:

a missão do médico. Os mestres: Prof. Layette, de História Natural,

o mestre João Ribeiro.

 

A vida social. A família de Afrânio de Melo Franco.

Os exames finais.

 

Viagem a BH. Encontro com a mãe. O novo casamento do avô,

o Major. Iniciações sexuais, as tentações. Conhece, no Bar do

Ponto, o Bibiu, Arnaldo Baeta Viana. E junto a Afonso Arinos o

incipit político. (Uma vez que o 'incipit' literário será junto a CDA,

Cyros dos Anjos e outros.)

 

Morte de Ennes de Souza. Volta ao internato. O Prof. Álvaro

Espinheira, de Língua Inglesa. O Dr. Nunes Ferreira, de Italiano.

Família e 'geografia familiar' no Rio de Janeiro. Visita de Arnaldo

Baeta, com sua turbulenta “vontade política” e seus “projetos

anarquistas”. BH festeja a visita dos soberanos belgas (em

outubro de 1920)

 

O Autor prepara-se para o bacharelamento. O plano de estudar

Medicina em BH.

 

 

Capítulo IV – Rua da Bahia

 

Época: 1921. Locais: rua da Bahia, Bar do Ponto, andanças

com o Zegão, o Sá Pires, o Cisalpino, o Chico. Passo a passo

diante das paisagens e arquiteturas de BH, sofrendo bastante

com a moléstia da TFM, a Tradicional Família Mineira. O

tradicionalismo enfrenta os novos nomes da política mineira: a

nova geração de Francisco Campos, Gustavo Capanema, Afonso

Arinos, Pedro Aleixo, JK, etc.

 

Na Faculdade de Medicina. O Dr. Borges da Costa. O despertar

dos 'futuristas': os modernistas, Mário e Oswald de Andrade.

O amizade com o Cavalcanti, figura mais proeminente nas

Memórias 5 e 6.

 

Faculdade Medicina. Dr. Marques Lisboa. O Diretor Cícero

Ferreira. Amizade com Cavalcanti e Isador. A paixão pela

menina Tininha. Exercícios militares. A boêmia (famosa)

do Zegão.

 

Espera auxílio do coronel Virgílio Machado. Dificuldades

financeiras ainda. Ajuda do Dr. Afonso Pena Júnior. Contratação

para a Diretoria de Higiene.

 

A obra Memórias 3, “Chão de Ferro”, foi escrita no Rio de Janeiro,

no período de julho de 1973 a outubro de 1975, e publicada em 1976.

 

 

No próximo texto abordaremos o clássico “Beira-Mar”.

 

 

 

Por

Leonardo de Magalhaes



Escrito por leonardo de magalhaens às 10h13
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Ensaios/resumos / obras de Pedro Nava 4/7

 

4/7

 

sobre Chão de Ferro (1976) Memórias 3

de Pedro Nava

 

O ferro no chão e nas almas

 

O livro de memórias “Chão de Ferro”, como o título diz, aborda

a terra de Minas, aquela mesma da qual o poeta Carlos

Drummond de Andrade dizia, “Noventa por cento de ferro nas

calçadas, oitenta por cento de ferro nas almas” (Confidência do

Itabirano), a terra de minérios e mineradoras, de muita riqueza

e exploração, com o povo pobre andando sobre terras de

pedras preciosas, as vendidas aos senhores de terras

estrangeiras.

 

O que mostra o quanto Pedro Nava era leitor de Drummond, além

do quanto Drummond era leitor de Nava, desde quando se

conheceram ali num bar tradicional da Avenida Afonso Pena e

subiam a rua da Bahia, em mil discussões de literatura ou casos

escabrosos de figuras da Tradicional Família Mineira. Assim

encontramos ambos juntos, em forma de estátua, na praça da

Rua Goiás, petrificados e emudecidos, diante da indiferença dos

transeuntes. Ambos unidos pela leitura e escrita, pensamento

e poesia.

 

Em “Chão de Ferro” todo esta vida literária começa a tomar

forma, quando Nava confessa sua admiração juvenil por ícones

da Literatura mundial, além de suas leituras sem rumos, perdidas

de ansiedade precoce. É o que vamos comentar e resumir a seguir.

 

A epígrafe: “J'ai plus de souvenirs que si j'avais mille ans.”

(Eu tenho mais lembranças que se tivesse mil anos)

Baudelaire, Spleen, LXXVI.

 

 

Capítulo I – Campo de São Cristovão

 

O Internato no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro, na época

de 1916. Os professores, a rotina, as descobertas. O severo

professor “Tifum”, o Badaró. A família: o tio Heitor. Benedito

Raimundo, o professor de desenho.

 

A admiração pela cultura francesa. O professor Floriano. Os

estudos e 'fugas' no Internato. Os pesadelos, “rio do subconsciente”.

Uma 'paródia' de Stephen Dedalus, em “A portrait of a artist as

a young man”(Retrato do Artista quando Jovem), de James Joyce.

Fluxos de reminiscências a la Proust.

 

A rotina do Internato: o despertar, o banho, as 'horas exemplares',

passeio na paisagem carioca, a família, os primos, a visita aos

Modesto, o clima pesado da Primeira Guerra Mundial, com os

atritos entre os francófilos e os germanófilos. As férias em Belo

Horizonte. A figura do Major.

 

Capítulo II – Rua Major Ávila

 

Paisagens de BH: Rua da Bahia, o Bar do Ponto. Citações da

literatura de Eça de Queirós. Ares sombrios de um velório. O

Autor faz referência ao poema “O Defunto”, que será escrito

finalmente em 1938. O carnaval em BH. (Antes daquele famoso

carnaval de 1935 narrado por Cyro dos Anjos, em “Amanuense

Belmiro”)

 

Volta para São Cristovão. Os colegas do internato. De volta a

rotina das aulas. O professor Thiré, de matemática. Referências

à Primeira Guerra Mundial, o conflito que já passa da hora de

acabar. (Nem os generais esperavam uma guerra tão longa,

arrastada e mortífera!)

 

Família: contato com a arte. Poesia e Música. A excursão ao

Pão de Açucar.Os exames do curso: a mesa julgadora.

 

Férias em BH. O Bairro da Floresta. Leituras na Biblioteca

Municipal. (Hoje a Biblioteca Pedro Nava, no CCBH) Subida da

Serra, a Rua Caraça. O Major Jaguaribe e as histórias de outrora.

 

Volta ao Rio, em março de 1918. Referências à Coluna Prestes.

A volta às aulas, o Ano Suplementar. O Prof. Guilherme Afonso,

de Língua Inglesa. A morte do Prof. Luís Cândido Paranhos.

 

Família: chácaras do subúrbio, os primos, aventuras exploratórias.

A adolescência: a questão “O que é a Verdade?” (No plano do

Agora, o momento da escrita, as divagações sobre a escrita das

Memórias) Na casa de Ennes de Souza. Outros familiares:

gente festiva e cordial.

 

As consequências da Primeira Guerra Mundial: a influenza (a

gripe espanhola): a epidemia aflige o Rio ! Primeiras descrições

ao estilo 'médico'. Visita do Major, em sua viagem rumo ao Ceará.

A morte da prima Nair.

 

 continua...



Escrito por leonardo de magalhaens às 10h11
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