obras de Pedro Nava - complentando o 7/7
Completando o 7/7... Capítulo 3 – Campo de Santana Descrição saudosista do Rio, aquele “que nem sequer existe mais”, com as figuras de amigos de outrora, Murilo Mendes, famoso poeta, além de Ismael Neri. Descrição do quadro de saúde no RJ, com suas mazelas e avanços, a missão dos médicos para aprimorar o atendimento, apesar do descaso público. É no serviço médico que melhor se identifica os 'brancos' e os 'marrons'. E então o Autor dá livre vazão ao uso de 'alcunhas'. Em “Galo-das-Trevas” e “O Círio Perfeito”, Nava delicia-se com as 'alcunhas' aos desafetos e aos 'médicos de marrom' (do jeito que Lima Barreto fazia...), desde as descrições tragi-cômicas dos médicos da 'vidinha' do Desterro. Alguns exemplos são: Cadaval, Panúrgio Cornelino, Simplício Minervino, Acúrcio Chichorro (o falastrão), Sacanagildo Goiaba, Melício Carrão, Couceiro Peralta, Agapito de Sódio (o gagá), Teodureto de Potássio, todos senhores e doutores respeitabílissimos na sociedade, mas não passam de crápulas, segundo o Autor. A morte de Ismael Neri e a conversão de Murilo Mendes (poeta de temática cristã) Os amigos: Afonso Arino, Benício de Abreu, Henrique Dias, Alcides Estillac Leal, dentre outros. Em contra-ponto, os vultos sombrios de Couceiro e Melício. O que mostra os dramas da vida de médico, nas instituições da época (o que pouco mudou...)
Descrições da velha arquitetura do RJ, com toda uma 'geografia sentimental', que mostra o quanto a cidade perdeu em 'estilo' e o quanto está preservada na memória do Autor. A narrativa insiste na divisão dos 'tipos' de médicos, contraponto os dignos e os oportunistas. Outras 'alcunhas' surgem, desmoralizando os 'médicos de marrom', nos (maus) exemplos de Serpentino Mattock, Rosalvo Tranquilino, Alastrim Chichorro (que vive em intrigas), Josino Rasposo (que pratica abortos), Alegrino Chuerba, Pupo Varejão Bombaça, Variolandopiteco Tucundava, Preposto Concórdia, Cloacário Barata (o delator), Pascácio Rouxinol (o neurótico perfeccionista), Barnabés Ximenes, em suma, toda uma 'fauna' de salafrários que não hesitaram em prejudicar a carreira do Egon (ou do Autor), e que desmoralizam a 'missão médica'. Mas também elogia os dignos Augusto Paulino, Mota Maia, Renato Pacheco Filho, Aldahyr de Oliveira, e outros. Maior relevância da figura do Comendador, algo obscuro, algo perverso. Diálogos surreais e ambíguos, beirando o obsceno, que desconcertam o leitor. O livro finda em colóquios íntimos em tom soturno e simbolista, como a querer dizer algo, mas sem ousar. Numa escrita arrastada, de dezembro de 1980 a setembro de 1983, o texto deixa mais subentendidos do que confissões, pouco abordando a sexualidade e a família. E muitos esperavam uma continuação, muito prometida, mas o autor Pedro Nava acabou por atentar contra a própria vida em maio de 1984, em seu jardim no bairro da Glória.
Ensaios escritos em maio/09 Por Leonardo de Magalhaens http://leoleituraescrita.blogspot.com ´´´´´ sobre Nava leitor um estudo no link http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/em%20tese-v.4-pdfs/Raquel%20Beatriz%20Junqueira%20Guimar%C3%A3es.pdf
Escrito por leonardo de magalhaens às 19h12
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sobre obras de Pedro nava (7/7)
7/7 sobre a obra “O Círio Perfeito” (Memórias 6) (4a ed., 1985) de Pedro Nava Uma despedida em ironia amarga O Branco e o Marrom “Que livros valem sem escritor, exceto as Memórias?” (André Maulraux) “A vida é um romance sem enredo” (José Egon) A razão de ser do título. Os médicos dignos e os indignos da profissão/missão da Medicina. Capítulo 1 – Belorizonte Belo A Revolução de 1930 e suas vítimas. A população entre o fogo cruzado de legalistas federais e revolucionários estaduais. Os casos e turbulências no mundo estudantil. A recém-fundada UFMG e seu reitor Mendes Pimentel. Todo um trecho do livro dedicado a memória saudosa de sua amada Lenora, o “amor que a morte levou”, numa escrita ao estilo Edgar A Poe, onde “a morte da Amada é o mais belo tema poético” Aqui a narração em 3a pessoa assimila todo o tom confessional da 1a pessoa dos primeiros livros. Mostra o quão difícil é, isto de manter um 'alter-ego'. Capítulo 2 – Oeste Paulista Viagem para o interior de São Paulo, como modo de se afastar de BH, para esquecer a Amada morta. Egon então reencontra o amigo Cavalcanti, médico digno e meritório. Lá também estão o Tavares e o italiano Tartaglioni. Nova clínica. O caso de intriga entre os 'médicos marrons', Chichorro, Cornelino, Simplício. Casos de atendimento externo e de perícia médica. Os amigos: Constantino de Carvalho, Eliezer Magalhães, e outros. O assassinato de Simplício.
A Revolução Constitucionalista de 1932 (ou contra-revolução, como diziam os varguistas), quando o Autor (ou Egon) se vê hostilizado pelos paulistas, pelo fato de ser mineiro/carioca. Assim, a resolução de retornar ao RJ.
continua...
LdeM
Escrito por leonardo de magalhaens às 19h09
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continuando o 6/7...
continuando o 6/7 Capítulo II – Belorizonte Belo Vida de médico em BH. A casa da Prima Diva. As sombrias figuras de Cadaval e Argus (o “Bicho Cadavalargus”), e o caso do matadouro. As enrolações no serviço público e as amizades com os literatos 'futuristas'. Lembranças da época de estudante, além de cenas na zona boêmia. Tudo em contra-ponto com a vida de médico, que deve ser encarada sempre como uma 'missão': o médico deve se superar a cada dia. Mas há sempre os 'marrons', com seus nomes medonhos: Aristônio Masculiflório Sobrino, Isaltino Zebrão, Pânfilo Temente (!)
A questão política: as crises econômicas em 1929 e o clima de insatisfação política – que levará a Revolução no ano seguinte.
Uma aventura em Diamantina. Retratos do interior de Minas, sua riqueza e sua pobreza.
Vésperas da Revolução de 1930. A oligarquia mineira resiste aos planos paulistas. As tensões no serviço médico.
Finalmente, o 3 de outubro de 1930. Tropas estaduais trocam tiros com tropas federais. E a população se encontra no meio do fogo cerrado, sem nem entender o porquê. “A fúria das metralhadoras no céu de Minas Gerais”
Frase que fecha o “Galo-das-Trevas” (escrito de junho/1978 a outubro/1980) e abre o “O Círio Perfeito”, que aborda o período das revoluções, a de 1930 e a paulista de 1932.
Por Leonardo de Magalhaens http://leoleituraescrita.blogspot.com
Escrito por leonardo de magalhaens às 10h58
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sobre obras de Pedro Nava (6/7)
6/7 sobre a obra “Galo-das-Trevas” (Memória 5) (em 4a ed., 1987) do escritor Pedro Nava Amargura destilada na madrugada Em “Galo-das-trevas” toda a amargura que o Autor gotejava, ao longo dos livros anteriores, é aqui derramada. Sua visão de mundo – dividido entre Bem e Mal – mostra o quanto as memórias se prendem tanto a Virtudes e Saudades, quanto Perdas e Ressentimentos. O Autor começa a insistir em uma narração em 3a pessoa, para isentar-se de confissões, deixando tudo por conta de seu alter-ego Zegão. A narrativa assim distancia do tom memória- lístico, em 1a pessoa, rememorando 'causos' do passado longíquo. Agora, são as peripécias (até obscenas) de um certo parente, José Egon, que parece ter feito tudo aquilo que o Autor desejava. (Alguns leitores insistem que Zegão é o próprio Nava.) Vamos ao resumo comentado.
Primeira Parte – Negro
Capítulo único – Jardim da Glória à Beira-mar plantado Longo trecho de entrelaçados comentários e reminiscências sobre a saudade, a própria escrita, os altos e baixos da vida (da missão) de médico. Tudo em destilado tom amargo, amargurado, sombrio até. Descrição a la Baudelaire de locais e de 'estados de ânimos' que resvalam o simbolismo prosaico. Lembranças de amigos já falecidos. O que desperta as ideias sobre a finitude, sobre a cultura (a erudição) como forma de superar o declínio (físico, entenda-se) O alter-Ego Egon (mero jogo de palavras?) é o primo-sombra, que faz tudo o que Nava queria fazer (se não fez mesmo e agora desconversa...) O mundo dos bons e dos maus, ainda mais quando se trata de médicos. Os 'médicos de branco', os corretos e humanistas, e os 'médicos de marrom', os cínicos e oportunistas. Segunda Parte – O Branco e o Marrom Capítulo I – Santo Antônio do Desterro Cenas em Belo Horizonte, nos círculos dos médicos em início de carreira. As novas técnicas de cirurgia e de diagnóstico. A dinâmica na Santa Casa (hospital referência em Minas Gerais). Os doutores 'marrons' Aires de Cadaval e Argus Terra. Obviamente nomes falsos, inventados por Nava, com alto grau de ironia. Descrições de cenas familiares: a casa da Prima Diva. O tratamento em Caeté (a figura de Israel Pinheiro da Silva) A volta para BH. Mais tratamentos em Caetés e Brumadinho (verdadeiras 'roças' naquela época) Em Desterro: a anfitriã Sá-Menina. Os parentes (Paretos) História de Desterro. O centro de saúde: a precariedade. Os Amigos: Luís (Luisinho) Bracarense. O contra-ponto: os cínicos da Sociedade de Medicina. Os 'marrons' e seus 'nomes' esdrúxulos: Sebastino Rufo Trancoso, Ooforato Histeriano, Audiovisto Munhoz, Chupitaz Esganadimo. Mas há também os amigos do pai de Egon (Dr. José Cesário Camareiro, Dr. Martinho) Mais amigos; juventude: época boa de fazer amigos. Depois vai se perdendo todos, um a um. Oscar Videla, Marimacho Homem Campelo, Joel Martinho. Os parente, os Pareto: Ezequiel e o Balbino. A figura do Primo Antonico. Mais cenas do Clube de Desterro. A Febre Amarela assola o interior. O médio médico e suas precariedades. A morte do Dr. Trancoso. (A narrativa segue em contra-pontos: ora a 'fauna' médica, ora a 'flora' de amigos) Os amigos na zona boêmia X a vida de médico. Egon volta a BH e reencontra Pedro Nava (ou seja, é aqui que Nava vai saber o que Egon aprontou... )
continua...
Escrito por leonardo de magalhaens às 10h57
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continuando o ensaio 5/7
Continuando o ensaio 5/7
Capítulo II – Rua da Bahia Política e literatura. A Semana de Arte Moderna. As amizades femininas: as irmãs Bevilacqua. O Centenário da Independência. Viagem ao Rio de Janeiro. Encrencas na repartição (Higiene) Doenças devido ao desgaste físico e mental. Exames estressantes na Faculdade. Cenas boêmias (para relaxar) Os estudantes de Medicina são 'os mais pândegos', os mais boêmios. Estudos médicos: a missão. As figuras de Odilon Behrens, Juscelino Kubistchek, Flávio Marques Lisboa, Os Lisboas, Carlos Pinheiro Chagas, Otávio Coelho de Magalhães. Tolentino Miraglia, fundador da revista acadêmica RADIUM. A paixão do Autor pela idealizada jovem 'Persombra'. Fins de 1923. Mais exames na Faculdade. O apoio dos amigos: Alberto Campos, Emílio Moura, João Alphonsus, Milton Campos, Carlos Drummond. A chegada da 'caravana paulista', em 1924, com as presenças ilustres e proféticas de Oswald e Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, e do francês Blaise Cendrars. Faculdade de Medicina e as mil lembranças. “As memórias precisam ser sinceras” (p. 198) Os médicos que merecem admiração: Prof. Dr. Roberto de Almeida Cunha, Dr. Zoroastro Viana Passos, Dr. Abílio de Castro, Dr. Marcelo Libânio. Capítulo III – Avenida Mantiqueira Revolta de 1924 em São Paulo. Os funerais de Raul Soares. O Clube de Belo Horizonte. A Revista (do grupo modernista). As figuras dos literatos: Abgar Renault, João Alphonsus (autor de “Totônio Pacheco”), Austen Amaro. A família: mudança para a rua Aimorés (em 1925) Paisagens e andanças de BH. Mais amigos: Ascânio Lopes. O rigoroso estudo da Medicina. A cirurgia, a patologia. Figuras médicas: Dr. Henrique Marques Lisboa, Dr. Aurélio Pires. Ruas de BH, andanças e descobertas. (Ir em Paris pra quê?) “Ruávamos quase o dia inteiro. Nossa vida era um ir e vir constante nas ruas de Belo Horizonte.” Junto com as personalidades de João Pinheiro da Silva Filho e Dario de Almeida Magalhães. Rotina na repartição (Higiene) A figura de Manuel Libânio. Mais encrencas na repartição (o desvio de papel) A figura de José Figueiredo Silva. Carnaval de 1926. O Quinto Ano de Medicina. Capítulo IV – Rua Niquelina A figura do Dr. Borges da Costa. Clube Belo Horizonte. A figura de José Baeta Viana. O Automóvel Clube. Casos 'escabrosos' do Zegão (se não do próprio Nava, como dizem alguns...) Os anos 20 vão acabando... A enfermaria de mulheres. A figura do Dr. Hugo Werneck. Os Andrada, os Melo Viana. O amigo Fábio Andrada. A figura de Pedro Drummond de Sales e Silva. A rotina na Santa Casa. O Autor, ao mesclar suas vidas médica e literária, consegue fazer amizades nas várias esferas das famílias tradicionais de Belo Horizonte, e assim retratar como eram as famílias mineiras que adotavam BH como 'lar', depois de deixarem Ouro Preto. Impressiona aqui o ecletismo de descrições e estilísticas, com a abordagem dos mais diversos assuntos, 'ao correr da pena'. Paixões de estudante. Erotismos de Zegão e Biluca. O Grupo do 'Estrela'. As figuras de Gabriel Passos e Gustavo Capanema Filho (o futuro ministro de Getúlio Vargas) Desgostos na Faculdade. Desentendimentos com o Dr. Werneck. A figura do Dr. Alfredo Balena. A criação da Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG, em agosto de 1927. “Os rapazes de BH” se destacam. A formatura. Visita a Juiz de Fora. O parente Dr. Paletta. Assim, o “Beira-Mar” acaba e sem qualquer narração da vida de Nava no Rio de Janeiro. Local onde o Autor escreveu o livro, de novembro de 1976 a abril de 1978, no Bairro da Glória, mesmo bairro onde viria a falecer em maio de 1984.
Nos próximos ensaios/resumos abordaremos as obras finais, mais amargas que irônicas, “Galo-das-trevas” e “O Círio Perfeito”. Maio/09 Por Leonardo de Magalhaens
Escrito por leonardo de magalhaens às 17h53
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sobre Pedro Nava (Beira-Mar)(5/7)
5/7 sobre Beira-Mar (1979) Memórias 4 de Pedro Nava Em Belo Horizonte à beira-mar de serras Pode soar estranho, realmente, que as Memórias de Pedro Nava, que exumam a BH de juventude, tenha este título “Beira-Mar”. Mas, segundo o Autor, ele pretendia abordar o tempo no Rio de Janeiro, e se alongou muito, confessando mais do que 'devia' sobre a BH dos tempo idos. Além do mais, era sugestão de um amigo, o arquiteto Lúcio Costa, desde a publicação de “Chão de Ferro”. Mas sendo BH uma cidade à sombra das montanhas, à beira-mar de serras, o título serviu como um 'chamado às avessas', como se um livro sobre o deserto do Saara se chamasse 'águas claras'... Muitos se deixaram seduzir por estas promessas de vida à beira-mar, para caírem de súbito no asfalto cotidiano de BH. Veremos, em resumo, do que trata as Memórias 4.
Capítulo I – Bar do Ponto Situado no Ponto do Bonde (o elétrico assim chamado devido a venda de 'bonds' pela companhia empreendedora, o que batizou localmente o 'tram' ou 'trolley'), o famoso Bar abrigava as figuras da vida boêmia de BH juvenil, na 'era da inocência'. Isto logo após a Primeira Grande Guerra, antes da Semana de Arte Moderna, época ainda infestada por Parnasianos e outros vultos afetados. O Autor descreve as paisagens urbanas, num tom 'flâneur' a la Baudelaire, e um tom sombrio, amargo, de quem lembra o que se perdeu. Os tipos humanos da capital mineira, a nova geração. A rua da Bahia e o viaduto Santa Tereza. A Tradicional Família Mineira, TFM. A visita do Major (que deixa o farto material que será usado pelo Autor para compor as genealogias descritas em “Baú de Ossos” e “Balão Cativo”) Os amigos da Faculdade de Medicina, todos divididos entre os estudos e a boêmia. Cavalcanti, Cisalpino, Isador, Chico. Os exames pavorosos e os enigmas da Química. O Autor retoma a narrativa do final de “Chão de Ferro”, quando de seu ingresso na 'vida de funcionário público', e seu projeto audacioso e pretencioso de escrever um volumoso 'romance burocrático'. A figura do Dir. Prof. Samuel Libânio. “Minha Mãe esperava na janela, correu, abriu a porta. Então? meu filho... Começo a trabalhar amanhã às dez pras onze. Já sou funcionário. E que tal o Doutor Samuel? Formidável, formidável. Era realmente a opinião que eu tinha formado. Um homem formidável. Habitualmente desconfiado e extremamente susceptível eu tinha reparado, tinha, no modo do Diretor de Higiene ter me recebido de saída, chapéu na cabeça e de não ter me estendido a mão para apertar. Diluí isto na mansidão dos seus olhos claros e dei tudo à conta de sua distração de sábio. Porque o Doutor Samuel era um sábio.” A correria diária entre a Faculdade e a repartição na Praça da Liberdade. As figuras do Sr. Mourão, do Dr. Abílio. Os amigos Paulo Machado, Aníbal Machado, o Cavalcanti. As 'estudantadas' – a noite de BH nos anos 20. O famoso 'descer' para a zona boêmia. As primeiras 'amizades literárias'. Pedro Nava conhece o poeta Carlos Drummond de Andrade, “o amigo do Aníbal”. Carnaval de 1922, a amada Leopoldina. Estudos médicos, e o horror dos cadáveres. (Uma paródia de Frankenstein?) O Dr. Lódi, o legista Joaquim Matos. Mais amigos (a roda de amizades se amplia na juventude!) Afonso Arinos, Romeu de Avelar, Abgar Renault, Emílio Moura, Cyro dos Anjos. Os literatos 'futuristas'. Segundo semestre na Faculdade. Os renomados Marques Lisboa e Roberto Baeta Neves. Os projetos 'futuristas' do pessoal do bar 'Estrela' (ali na rua da Bahia). As leituras e amizades, as muitas influências. Continua...
Escrito por leonardo de magalhaens às 17h49
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