Meu perfil
BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, CARLOS PRATES, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Livros, Música



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 UOL - O melhor conteúdo
 BOL - E-mail grátis




LEOliteratura
 


obras de Pedro Nava - complentando o 7/7

 

Completando o 7/7...

 

 

Capítulo 3 – Campo de Santana

 

Descrição saudosista do Rio, aquele “que nem sequer existe mais”,

com as figuras de amigos de outrora, Murilo Mendes, famoso poeta,

além de Ismael Neri.

 

Descrição do quadro de saúde no RJ, com suas mazelas e avanços,

a missão dos médicos para aprimorar o atendimento, apesar do

descaso público.

 

É no serviço médico que melhor se identifica os 'brancos' e os 'marrons'.

E então o Autor dá livre vazão ao uso de 'alcunhas'. Em “Galo-das-Trevas

e “O Círio Perfeito”, Nava delicia-se com as 'alcunhas' aos desafetos e

aos 'médicos de marrom' (do jeito que Lima Barreto fazia...), desde as

descrições tragi-cômicas dos médicos da 'vidinha' do Desterro.

 

Alguns exemplos são: Cadaval, Panúrgio Cornelino, Simplício Minervino,

Acúrcio Chichorro (o falastrão), Sacanagildo Goiaba, Melício Carrão,

Couceiro Peralta, Agapito de Sódio (o gagá), Teodureto de Potássio,

todos senhores e doutores respeitabílissimos na sociedade, mas não

passam de crápulas, segundo o Autor.

 

A morte de Ismael Neri e a conversão de Murilo Mendes (poeta de

temática cristã) Os amigos: Afonso Arino, Benício de Abreu, Henrique

Dias, Alcides Estillac Leal, dentre outros. Em contra-ponto, os vultos

sombrios de Couceiro e Melício. O que mostra os dramas da vida de

médico, nas instituições da época (o que pouco mudou...)

 

Descrições da velha arquitetura do RJ, com toda uma 'geografia

sentimental', que mostra o quanto a cidade perdeu em 'estilo' e o

quanto está preservada na memória do Autor.

 

A narrativa insiste na divisão dos 'tipos' de médicos, contraponto os

dignos e os oportunistas. Outras 'alcunhas' surgem, desmoralizando

os 'médicos de marrom', nos (maus) exemplos de Serpentino Mattock,

Rosalvo Tranquilino, Alastrim Chichorro (que vive em intrigas), Josino

Rasposo (que pratica abortos), Alegrino Chuerba, Pupo Varejão

Bombaça, Variolandopiteco Tucundava, Preposto Concórdia, Cloacário

Barata (o delator), Pascácio Rouxinol (o neurótico perfeccionista),

Barnabés Ximenes, em suma, toda uma 'fauna' de salafrários que

não hesitaram em prejudicar a carreira do Egon (ou do Autor),

e que desmoralizam a 'missão médica'.

 

Mas também elogia os dignos Augusto Paulino, Mota Maia, Renato

Pacheco Filho, Aldahyr de Oliveira, e outros.

 

Maior relevância da figura do Comendador, algo obscuro, algo perverso.

Diálogos surreais e ambíguos, beirando o obsceno, que desconcertam

o leitor.

 

O livro finda em colóquios íntimos em tom soturno e simbolista, como a

querer dizer algo, mas sem ousar. Numa escrita arrastada, de dezembro

de 1980 a setembro de 1983, o texto deixa mais subentendidos do que

confissões, pouco abordando a sexualidade e a família. E muitos

esperavam uma continuação, muito prometida, mas o autor Pedro

Nava acabou por atentar contra a própria vida em maio de 1984,

em seu jardim no bairro da Glória.

 

Ensaios escritos em maio/09

 

 

Por Leonardo de Magalhaens

http://leoleituraescrita.blogspot.com

 

 

 

´´´´´

 

 

sobre Nava leitor

um estudo

 

no link

http://www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/em%20tese-v.4-pdfs/Raquel%20Beatriz%20Junqueira%20Guimar%C3%A3es.pdf

 

 

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 19h12
[] [envie esta mensagem
] []





sobre obras de Pedro nava (7/7)

 

7/7

 

sobre a obra “O Círio Perfeito” (Memórias 6)

(4a ed., 1985)

de Pedro Nava

 

 

Uma despedida em ironia amarga

 

 

O Branco e o Marrom

 

Que livros valem sem escritor, exceto as Memórias?”

(André Maulraux)

 

A vida é um romance sem enredo” (José Egon)

 

A razão de ser do título. Os médicos dignos e os indignos da

profissão/missão da Medicina.

 

 

Capítulo 1 – Belorizonte Belo

 

A Revolução de 1930 e suas vítimas. A população entre o fogo

cruzado de legalistas federais e revolucionários estaduais.

 

Os casos e turbulências no mundo estudantil. A recém-fundada

UFMG e seu reitor Mendes Pimentel.

 

Todo um trecho do livro dedicado a memória saudosa de sua amada

Lenora, o “amor que a morte levou”, numa escrita ao estilo Edgar

A Poe, onde “a morte da Amada é o mais belo tema poético” Aqui

a narração em 3a pessoa assimila todo o tom confessional da

1a pessoa dos primeiros livros. Mostra o quão difícil é, isto de

manter um 'alter-ego'.

 

 

Capítulo 2 – Oeste Paulista

 

Viagem para o interior de São Paulo, como modo de se afastar de

BH, para esquecer a Amada morta. Egon então reencontra o amigo

Cavalcanti, médico digno e meritório. Lá também estão o Tavares

e o italiano Tartaglioni.

 

Nova clínica. O caso de intriga entre os 'médicos marrons', Chichorro,

Cornelino, Simplício. Casos de atendimento externo e de perícia

médica.

 

Os amigos: Constantino de Carvalho, Eliezer Magalhães, e outros.

O assassinato de Simplício.

 

A Revolução Constitucionalista de 1932 (ou contra-revolução,

como diziam os varguistas), quando o Autor (ou Egon) se vê

hostilizado pelos paulistas, pelo fato de ser mineiro/carioca. Assim,

a resolução de retornar ao RJ.

 

continua...

LdeM



Escrito por leonardo de magalhaens às 19h09
[] [envie esta mensagem
] []





continuando o 6/7...

 

continuando o 6/7

 

 

Capítulo II – Belorizonte Belo

 

 

Vida de médico em BH. A casa da Prima Diva. As sombrias

figuras de Cadaval e Argus (o “Bicho Cadavalargus”), e o caso

do matadouro. As enrolações no serviço público e as amizades

com os literatos 'futuristas'.

 

Lembranças da época de estudante, além de cenas na zona boêmia.

Tudo em contra-ponto com a vida de médico, que deve ser encarada

sempre como uma 'missão': o médico deve se superar a cada dia.

Mas há sempre os 'marrons', com seus nomes medonhos:

Aristônio Masculiflório Sobrino, Isaltino Zebrão, Pânfilo Temente (!)

 

A questão política: as crises econômicas em 1929 e o clima de

insatisfação política – que levará a Revolução no ano seguinte.

 

Uma aventura em Diamantina. Retratos do interior de Minas, sua

riqueza e sua pobreza.

 

Vésperas da Revolução de 1930. A oligarquia mineira resiste aos

planos paulistas. As tensões no serviço médico.

 

Finalmente, o 3 de outubro de 1930. Tropas estaduais trocam tiros

com tropas federais. E a população se encontra no meio do fogo

cerrado, sem nem entender o porquê. “A fúria das metralhadoras

 no céu de Minas Gerais

 

Frase que fecha o “Galo-das-Trevas” (escrito de junho/1978 a

outubro/1980) e abre o “O Círio Perfeito”, que aborda o período

das revoluções, a de 1930 e a paulista de 1932.

 

Por

Leonardo de Magalhaens

http://leoleituraescrita.blogspot.com

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 10h58
[] [envie esta mensagem
] []





sobre obras de Pedro Nava (6/7)

6/7

 

sobre a obra “Galo-das-Trevas” (Memória 5)

(em 4a ed., 1987)

do escritor Pedro Nava

 

 

Amargura destilada na madrugada

 

 

Em “Galo-das-trevas” toda a amargura que o Autor gotejava,

ao longo dos livros anteriores, é aqui derramada. Sua visão

de mundo – dividido entre Bem e Mal – mostra o quanto as

memórias se prendem tanto a Virtudes e Saudades, quanto

Perdas e Ressentimentos.

 

O Autor começa a insistir em uma narração em 3a pessoa,

para isentar-se de confissões, deixando tudo por conta de seu

alter-ego Zegão. A narrativa assim distancia do tom memória-

lístico, em 1a pessoa, rememorando 'causos' do passado

longíquo. Agora, são as peripécias (até obscenas) de um certo

parente, José Egon, que parece ter feito tudo aquilo que o

Autor desejava. (Alguns leitores insistem que Zegão é o

próprio Nava.)

 

Vamos ao resumo comentado.

 

Primeira Parte – Negro

 

Capítulo único – Jardim da Glória à Beira-mar plantado

 

Longo trecho de entrelaçados comentários e reminiscências

sobre a saudade, a própria escrita, os altos e baixos da vida

(da missão) de médico. Tudo em destilado tom amargo,

amargurado, sombrio até. Descrição a la Baudelaire de locais

e de 'estados de ânimos' que resvalam o simbolismo prosaico.

 

Lembranças de amigos já falecidos. O que desperta as ideias

sobre a finitude, sobre a cultura (a erudição) como forma de

superar o declínio (físico, entenda-se) O alter-Ego Egon

(mero jogo de palavras?) é o primo-sombra, que faz tudo o

que Nava queria fazer (se não fez mesmo e agora

desconversa...)

 

O mundo dos bons e dos maus, ainda mais quando se trata

de médicos. Os 'médicos de branco', os corretos e humanistas,

e os 'médicos de marrom', os cínicos e oportunistas.

 

 

Segunda Parte – O Branco e o Marrom

 

 

Capítulo I – Santo Antônio do Desterro

 

Cenas em Belo Horizonte, nos círculos dos médicos em início

de carreira. As novas técnicas de cirurgia e de diagnóstico. A

dinâmica na Santa Casa (hospital referência em Minas Gerais).

Os doutores 'marrons' Aires de Cadaval e Argus Terra.

Obviamente nomes falsos, inventados por Nava, com alto grau

de ironia.

 

Descrições de cenas familiares: a casa da Prima Diva. O

tratamento em Caeté (a figura de Israel Pinheiro da Silva) A

 volta para BH. Mais tratamentos em Caetés e Brumadinho

(verdadeiras 'roças' naquela época)

 

Em Desterro: a anfitriã Sá-Menina. Os parentes (Paretos)

História de Desterro. O centro de saúde: a precariedade.

Os Amigos: Luís (Luisinho) Bracarense. O contra-ponto: os

cínicos da Sociedade de Medicina. Os 'marrons' e seus

'nomes' esdrúxulos: Sebastino Rufo Trancoso, Ooforato Histeriano,

 Audiovisto Munhoz, Chupitaz Esganadimo. Mas há também os

 amigos do pai de Egon (Dr. José Cesário Camareiro, Dr. Martinho)

 

Mais amigos; juventude: época boa de fazer amigos. Depois

vai se perdendo todos, um a um. Oscar Videla, Marimacho

Homem Campelo, Joel Martinho. Os parente, os Pareto: Ezequiel

e o Balbino. A figura do Primo Antonico. Mais cenas do Clube

de Desterro.

 

A Febre Amarela assola o interior. O médio médico e suas

precariedades. A morte do Dr. Trancoso. (A narrativa segue em

contra-pontos: ora a 'fauna' médica, ora a 'flora' de amigos) Os

amigos na zona boêmia X a vida de médico. Egon volta a BH

e reencontra Pedro Nava (ou seja, é aqui que Nava vai saber

o que Egon aprontou... )

 

continua...

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 10h57
[] [envie esta mensagem
] []





continuando o ensaio 5/7

 

Continuando o ensaio 5/7

 

 

Capítulo II – Rua da Bahia

 

Política e literatura. A Semana de Arte Moderna. As amizades

femininas: as irmãs Bevilacqua. O Centenário da Independência.

Viagem ao Rio de Janeiro. Encrencas na repartição (Higiene)

Doenças devido ao desgaste físico e mental. Exames

estressantes na Faculdade. Cenas boêmias (para relaxar)

Os estudantes de Medicina são 'os mais pândegos', os mais

boêmios.

 

Estudos médicos: a missão. As figuras de Odilon Behrens,

Juscelino Kubistchek, Flávio Marques Lisboa, Os Lisboas,

Carlos Pinheiro Chagas, Otávio Coelho de Magalhães.

Tolentino Miraglia, fundador da revista acadêmica RADIUM.

A paixão do Autor pela idealizada jovem 'Persombra'.

 

Fins de 1923. Mais exames na Faculdade. O apoio dos amigos:

Alberto Campos, Emílio Moura, João Alphonsus, Milton Campos,

Carlos Drummond. A chegada da 'caravana paulista', em 1924,

com as presenças ilustres e proféticas de Oswald e Mário de

Andrade, Tarsila do Amaral, e do francês Blaise Cendrars.

 

Faculdade de Medicina e as mil lembranças. “As memórias

precisam ser sinceras” (p. 198) Os médicos que merecem

admiração: Prof. Dr. Roberto de Almeida Cunha, Dr. Zoroastro

Viana Passos, Dr. Abílio de Castro, Dr. Marcelo Libânio.

 

 

Capítulo III – Avenida Mantiqueira

 

 

Revolta de 1924 em São Paulo. Os funerais de Raul Soares.

O Clube de Belo Horizonte. A Revista (do grupo modernista).

As figuras dos literatos: Abgar Renault, João Alphonsus

(autor de “Totônio Pacheco”), Austen Amaro.

 

A família: mudança para a rua Aimorés (em 1925) Paisagens e

andanças de BH. Mais amigos: Ascânio Lopes. O rigoroso

estudo da Medicina. A cirurgia, a patologia. Figuras médicas:

Dr. Henrique Marques Lisboa, Dr. Aurélio Pires.

 

Ruas de BH, andanças e descobertas. (Ir em Paris pra quê?)

Ruávamos quase o dia inteiro. Nossa vida era um ir e vir

constante nas ruas de Belo Horizonte.” Junto com as

personalidades de João Pinheiro da Silva Filho e Dario de

Almeida Magalhães.

 

Rotina na repartição (Higiene) A figura de Manuel Libânio.

Mais encrencas na repartição (o desvio de papel) A figura

de José Figueiredo Silva.

 

Carnaval de 1926. O Quinto Ano de Medicina.

 

 

Capítulo IV – Rua Niquelina

 

A figura do Dr. Borges da Costa. Clube Belo Horizonte. A

figura de José Baeta Viana. O Automóvel Clube. Casos

'escabrosos' do Zegão (se não do próprio Nava, como dizem

alguns...) Os anos 20 vão acabando... A enfermaria de mulheres.

A figura do Dr. Hugo Werneck. Os Andrada, os Melo Viana.

O amigo Fábio Andrada. A figura de Pedro Drummond de Sales

e Silva. A rotina na Santa Casa.

 

O Autor, ao mesclar suas vidas médica e literária, consegue

fazer amizades nas várias esferas das famílias tradicionais

de Belo Horizonte, e assim retratar como eram as famílias

mineiras que adotavam BH como 'lar', depois de deixarem

Ouro Preto. Impressiona aqui o ecletismo de descrições e

estilísticas, com a abordagem dos mais diversos assuntos,

 'ao correr da pena'.

 

Paixões de estudante. Erotismos de Zegão e Biluca. O Grupo

do 'Estrela'. As figuras de Gabriel Passos e Gustavo Capanema

Filho (o futuro ministro de Getúlio Vargas)

 

Desgostos na Faculdade. Desentendimentos com o Dr. Werneck.

A figura do Dr. Alfredo Balena. A criação da Universidade Federal

de Minas Gerais/UFMG, em agosto de 1927. “Os rapazes de BH

se destacam. A formatura. Visita a Juiz de Fora. O parente

Dr. Paletta.

 

Assim, o “Beira-Mar” acaba e sem qualquer narração da vida

de Nava no Rio de Janeiro. Local onde o Autor escreveu o livro,

de novembro de 1976 a abril de 1978, no Bairro da Glória, mesmo

bairro onde viria a falecer em maio de 1984.

 

Nos próximos ensaios/resumos abordaremos as obras finais,

mais amargas que irônicas, “Galo-das-trevas” e “O Círio Perfeito”.

 

 

Maio/09

 

 

Por Leonardo de Magalhaens



Escrito por leonardo de magalhaens às 17h53
[] [envie esta mensagem
] []





sobre Pedro Nava (Beira-Mar)(5/7)

5/7

 

sobre Beira-Mar (1979) Memórias 4

de Pedro Nava

 

 

Em Belo Horizonte à beira-mar de serras

 

 

Pode soar estranho, realmente, que as Memórias de

Pedro Nava, que exumam a BH de juventude, tenha

este título “Beira-Mar”. Mas, segundo o Autor, ele pretendia

abordar o tempo no Rio de Janeiro, e se alongou muito,

confessando mais do que 'devia' sobre a BH dos tempo idos.

Além do mais, era sugestão de um amigo, o arquiteto

Lúcio Costa, desde a publicação de “Chão de Ferro”.

 

Mas sendo BH uma cidade à sombra das montanhas,

à beira-mar de serras, o título serviu como um 'chamado

às avessas', como se um livro sobre o deserto do Saara

se chamasse 'águas claras'... Muitos se deixaram seduzir

por estas promessas de vida à beira-mar, para caírem de

súbito no asfalto cotidiano de BH.

 

Veremos, em resumo, do que trata as Memórias 4.

 

Capítulo I – Bar do Ponto

 

Situado no Ponto do Bonde (o elétrico assim chamado

devido a venda de 'bonds' pela companhia empreendedora,

o que batizou localmente o 'tram' ou 'trolley'), o famoso Bar

abrigava as figuras da vida boêmia de BH juvenil, na 'era

da inocência'. Isto logo após a Primeira Grande Guerra,

antes da Semana de Arte Moderna, época ainda infestada

por Parnasianos e outros vultos afetados. O Autor descreve

as paisagens urbanas, num tom 'flâneur' a la Baudelaire, e

um tom sombrio, amargo, de quem lembra o que se perdeu.

 

Os tipos humanos da capital mineira, a nova geração. A

rua da Bahia e o viaduto Santa Tereza. A Tradicional Família

Mineira, TFM. A visita do Major (que deixa o farto material

que será usado pelo Autor para compor as genealogias

descritas em “Baú de Ossos” e “Balão Cativo”)

 

Os amigos da Faculdade de Medicina, todos divididos entre

os estudos e a boêmia. Cavalcanti, Cisalpino, Isador, Chico.

Os exames pavorosos e os enigmas da Química.

 

O Autor retoma a narrativa do final de “Chão de Ferro”,

quando de seu ingresso na 'vida de funcionário público', e

seu projeto audacioso e pretencioso de escrever um

volumoso 'romance burocrático'. A figura do Dir. Prof.

Samuel Libânio.

 

Minha Mãe esperava na janela, correu, abriu a porta.

Então? meu filho... Começo a trabalhar amanhã às dez

pras onze. Já sou funcionário. E que tal o Doutor Samuel?

Formidável, formidável. Era realmente a opinião que eu

tinha formado. Um homem formidável. Habitualmente

desconfiado e extremamente susceptível eu tinha reparado,

tinha, no modo do Diretor de Higiene ter me recebido de

saída, chapéu na cabeça e de não ter me estendido a mão

para apertar. Diluí isto na mansidão dos seus olhos claros e

dei tudo à conta de sua distração de sábio. Porque o Doutor

Samuel era um sábio.”

 

A correria diária entre a Faculdade e a repartição na Praça

da Liberdade. As figuras do Sr. Mourão, do Dr. Abílio. Os

amigos Paulo Machado, Aníbal Machado, o Cavalcanti. As

'estudantadas' – a noite de BH nos anos 20. O famoso 'descer'

para a zona boêmia. As primeiras 'amizades literárias'.

Pedro Nava conhece o poeta Carlos Drummond de Andrade,

o amigo do Aníbal”.

 

Carnaval de 1922, a amada Leopoldina. Estudos médicos,

e o horror dos cadáveres. (Uma paródia de Frankenstein?)

O Dr. Lódi, o legista Joaquim Matos. Mais amigos (a roda

de amizades se amplia na juventude!) Afonso Arinos, Romeu

de Avelar, Abgar Renault, Emílio Moura, Cyro dos Anjos.

Os literatos 'futuristas'.

 

Segundo semestre na Faculdade. Os renomados Marques

Lisboa e Roberto Baeta Neves. Os projetos 'futuristas' do

pessoal do bar 'Estrela' (ali na rua da Bahia). As leituras e

amizades, as muitas influências.

 

 

Continua...

 



Escrito por leonardo de magalhaens às 17h49
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]